Precisamos de um novo olhar para a Performance

Eu quero falar de um conceito que há alguns anos mudou radicalmente a minha forma de olhar para o trabalho e que também pode mudar a sua: o triângulo do trabalho – PLE.

Ele foi criado há mais de 45 anos pelo americano Tim Gallwey, reconhecido como o pai do Coaching e criador da metodologia “The Inner Game – O Jogo Interior”. Tim trabalhou com atletas famosos mundialmente e com grandes corporações como: Apple, Coca-Cola, IBM e AT&T.

O triângulo PLE é composto por três elementos interdependentes: Performance – Learning – Enjoyment (Performance, Aprendizado e Diversão).

  • Performance – Resultado em si.
  • Learning – O que você está aprendendo ou desaprendendo enquanto realiza o seu trabalho.
  • Enjoyment – a qualidade da experiência que você está tendo enquanto realiza o seu trabalho.

Quando você olha para esse triângulo, pensando na sua carreira e no seu trabalho, o que é mais importante? Em qual pilar você foca mais?

Se você respondeu Performance, está junto com a grande maioria das pessoas. Fomos ensinados desde cedo somente a pensar em resultados.

Sim, obter resultados positivos é importante. Não há argumentos sobre a necessidade de se ter performance. Mas a reflexão que eu quero que você faça é: a que custo estamos alcançando esses resultados?

Sabe aquela história de que sem esforço árduo não há ganho? Isso não funciona para mim. O que tenho percebido é que a corrida por resultados geralmente tem um custo muito alto. Focamos tanto nas ações que muitas vezes nos esquecemos do propósito delas.

Acredito que ingredientes como comprometimento, foco, disciplina e persistência são imprescindíveis para atingirmos nossos resultados. Mas e os outros pilares do triângulo? O que estamos deixando pelo caminho?

A ideia principal do triângulo PLE é que o mero fato de atingir a performance não torna as pessoas mais felizes no trabalho. A performance precisa ser alcançada de uma forma saudável e prazerosa.

Pilar Aprendizado – 

Qual foi a última coisa que você aprendeu no trabalho? Quais são suas atuais metas de aprendizado?

Aqui não me refiro a metas de desempenho. É comum cairmos na armadilha de estipularmos nossos objetivos de aprendizagem em forma de desempenho. Por exemplo: ter uma equipe mais eficiente.

Segundo Tim, a regra geral para distinguir metas de aprendizado e desempenho é que o aprendizado pode ser visto como uma mudança que ocorre dentro de um indivíduo, enquanto o desempenho ocorre externamente.

Ele ainda diz:

“Aprendizagem é uma capacidade aumentada para executar; desempenho é a evidência de que a capacidade existe”.

O aprendizado é parte importante do nosso desenvolvimento e as corporações precisam cada vez mais terem a cultura do aprendizado.

Pilar Diversão – Satisfação – Prazer

Esse talvez seja o pilar mais negligenciado e o que as pessoas resistem mais em incorporar ao ambiente de trabalho.

Uma queixa muito comum nos meus atendimentos de coaching de carreira é a falta de energia, motivação e paixão.

O último report do Instituto Gallup – The State of the Global Workplace realizado entre 2011 e 2012 com mais de 140 países traz o impressionante dado: 87% dos funcionários não estão engajados no ambiente de trabalho.

Você faz parte desse grupo? Desde quando?

A pesquisa mostra claramente que o envolvimento dos colaboradores está diretamente ligado aos resultados dos negócios, (a performance). Segundo a pesquisa, “(…) quando os funcionários estão desconectados emocionalmente de seus locais de trabalho são menos propensos a serem produtivos”.

E essa é justamente a ideia principal do trabalho de Tim Gallwey. Quando juntamos aprendizado (learning) e envolvimento ou satisfação (enjoyment) das pessoas, existe uma chance muito maior de obtermos a performance.

Colaboradores engajados são aqueles que estão envolvidos e comprometidos com a organização. Sentem-se energizados, motivados, estimulados e criativos. Contribuem para sua organização de maneira positiva.

Será que o resultado da pesquisa seria diferente se aprendêssemos a desfrutar do nosso trabalho e não apenas executá-lo?

O convite que faço é para você refletir cada um dos pilares do seu triângulo e descobrir qual precisa de um pouco mais de atenção.

Quer conhecer mais o triângulo do trabalho PLE? Sugiro a leitura do livro – The Inner Game – A essência do Jogo Interior – Performance, Aprendizado e Prazer no Ambiente Corporativo.

Um grande abraço,

Roberta Miranda
Idealizadora Creative Women

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